Os Pequenos Jornalistas
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Pôr-do-sol- Oficina 5ºC-9ºB
Por Maria Teresa Portal Oliveira (Professora), em 2017/04/04366 leram | 0 comentários | 234 gostam
A descrição enquanto texto autónomo não é fácil, principalmente quando se tenta fazer um texto dinâmico e subjetivo.De um esforço conjunto surgiu este texto extremamente belo.
Respira-se serenidade e harmonia no deleite oferecido pela paisagem em que a agressividade das montanhas rochosas, no plano de fundo, já invadidas pelas sombras negras do fim da tarde se dilui no verde dos bosques que ladeiam o rio de águas apressadas, esbranquiçadas e sussurrantes pela correnteza de quem não quer ou não sabe esperar. E o seu choro molhado e solene enche a tarde de sonoridades conhecidas, forma uma sinfonia agradável e sobe até ao lugar onde me abrigo.
Que paisagem deslumbrante! Que quadro tão sabiamente pintado pela mão do Mestre!
Quem não gosta de acompanhar o ritmo das águas correntes e sentir o pulsar do coração em sincronia com elas? Quem não gosta de sentir que a paz desce sobre as almas perturbadas e angustiadas perante tal cenário?
Quem não aprecia respirar e encher os pulmões com a música, a beleza, o sentir, o latejar da natureza em todo o seu esplendor?
E fico queda e muda a alimentar sofregamente a alma… a apaziguar-me perante o espetáculo exuberante e solene desse entardecer quaresmal.
Do céu infernal e, por entre as nuvens, caem uns raios do sol poente desamparados. Quase ouço dizer: “Este é o Meu Filho muito amado!”
Os cumes recortados das montanhas pedregosas erguem-se impetuosos para o céu enevoado e veem o brilho do sol descer sobre as águas do rio revoltas, barulhentas e ansiosas que correm apressadamente em direção ao mar.
Uma multidão de vultos rumorejantes em vários tons de verde aglomera-se em torno das margens abafando-as e metastiza-se até se perder na paisagem ao longe.
Depois, à direita, nasce um planalto seco, deserto, triste, esquecido, árido, sem vida.
Silenciosas, as nuvens, repletas de angústia, vão ao seu encontro. Prenunciam uma noite sem sossego, de chuva e desespero e de trovões coléricos e enraivecidos. Sabe Deus porquê!

                                        Pequenas Jornalistas do 5ºC e do 9ºB


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