Os Pequenos Jornalistas
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Exercício de CRIATIVIDADE- OS COMEÇOS
Por Maria Teresa Portal Oliveira (Professora), em 2017/02/17311 leram | 0 comentários | 72 gostam
Foi proposto ao 7ºA um exercício de "criatividade" que os obrigou a puxar pela cabeça e que teve eco da própria professora e até da Oficina de Jornalismo e de Escrita Criativa.
OS COMEÇOS
O professor começa 4 inícios de narrativas diferentes. Leitura de cada início, separado do seguinte 4 minutos. O aluno acaba imediatamente a narrativa cujo começo registou durante 5 minutos. O fecho deve ser surpreendente.


1.Ao entrar na gare, ele consultou o relógio de parede e dirigiu-se calmamente para os depósitos de bagagem. Aí, pegou na sua chave, introduziu-a numa das fechaduras e…

…encontrou uma carta. Abriu o envelope e o que estava lá? Uma pétala de rosa encarnada, um papel escrito e um lenço branco de renda.
Decidiu então pegar no papel e leu o seguinte:
Meu querido,
Ao tempo que não vejo a tua aparência. Deves estar mais velho, como é óbvio, mas só queria mandar-te duas recordações do tempo que passámos juntos: o lenço branco de renda, que nós tricotámos numa noite de inverno com uma enorme tempestade e a pétala de rosa que apanhámos no jardim dos namorados.
Tenho muitas saudades tuas!
Um beijo
Marie
Lendo estas belas palavras cheias de sentidos ocultos, Roberto decidiu partir em busca da sua amada perdida.
Porém, ao longo do seu trajeto, tem um acidente de comboio, sai da linha, cai, afoga-se no rio e ele fica para sempre sem recordar a sua juventude.
                                                Eva de Fátima, nº10, 7ºA
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… encontrou algo de que não estava à espera: várias festas a decorrerem- unicórnios com duendes, princesas com cabritinhos e massa à bolonhesa com paté de atum.
-O quê? Espera! Isto não está certo- disse a professora.
Abriu e fechou o cacifo várias vezes, quando reparou que era só o projetor atrás dele a fazer vários anúncios publicitários (loja de brinquedos, restaurantes, livrarias)…
                                               Margarida Silva, nº20, 7ºA
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… quando abriu tinha lá dentro um bilhete que dizia “Anda ter comigo à entrada da gare, às 21.30 horas em ponto.” Não sabia quem tinha lá posto o bilhete e começou a ficar assustado e muito ansioso.
Finalmente, chegou a hora e ele dirigiu-se ao local marcado no bilhete. Não estava lá ninguém, mas começou a ouvir barulhos e a ver coisas. Tudo estava desfocado e começava a ficar seriamente aterrorizado. Pegou novamente no bilhete e nem queria acreditar no que lia: “Vem ter comigo à entrada da gare, às 22 horas em ponto”.
Foi entã que sentiu uma mão a agarrar-lhe o ombro:
-Vieste esperar-me, Joaquim? Como sabias que vinha?
Era o seu irmão.
                                           Daniela, nº6, 7ºA- ajuda da prof.
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… foi sugado para dentro de um mundo futuro. Os carros voavam. Já naõ havia feiras, pois as trocas eram feitas pela Internet. Tudo era monstruoso e Filipe não gostou. Tentou voltar outra vez à gare, mas não conseguiu. Decidiu continuar a explorar o local. Uma forte bátega caiu e ficou completamente encharcado.
Quase sufocado, abriu os olhos e viu o seu irmão mais novo e o amiguinho que lhe tinham atirado com um balde de água à cara. Estava a sonhar!
                                      José Gabriel, nº12, 7ºA-ajuda da prof.
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… ao abrir o depósito de bagagem ficou surpreendida com o que viu. Uma carta com uma rosa vermelha colada. Abriu a carta e, quando começou a lê-la, o remetente, o seu namorado, começou a cantar e depois pediu-a em casamento. Como conseguira colocar a voz no papel? Foi então que sentiu uma mão no ombro. Afinal…
Adriana- nº1, 7ºA- ajuda da prof.
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De repente o cacifo puxou-a para outra dimensão. Ela, toda trocada, encontrou um mundo cheio de cavalos com chifres e com muitos arco-íris. Parecia um mundo maravilhoso e pacífico. Bem queria permanecer por lá mais algum tempo, mas, de repente, um remoinho apareceu à sua frente e viu-se, novamente, na gare com uma chave de cacifo de bagagens na mão. Desmemoriada, avançou para o abrir.
                                Margarida Freitas, nº19, 7ºA- ajuda da prof.
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Abriu o cacifo e saiu um rato, um gato e uma lagartixa… Mas… porque é que o gato não se atreveu a comer o rato? Isso foi o que confundiu a cabeça ao dr. António, o veterinário… Quando se abaixava para ver o gato, ouviu um barulho esquisito vindo do rato e viu que, na parte de trás, ele tinha uma corda. Era um robô. Mas não pode pensar, porque o maldito aparelho tecnológico…
                                                   Cara Catarina, nº17, 7ºA
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… e, de repente, como por magia, ele perdeu os sentidos. Não sabia o que estava lá a fazer, nem para onde ia. Então, começou a pensar e abriu o cacifo e, para seu espanto, encontrou um jardim florido, onda havia um pequeno barracão. Aí, um projetor passava todas as suas memórias…
                                                           Juliana, nº, 7ºA
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O brilho foi tão intenso que o ofuscou momentaneamente. Depois… não queria acreditar no que via. Ali, naquele cacifo, uma minicidade, um minimundo com tudo reduzido à escala milimétrica, para não dizer nanométrica, funcionava na perfeição.
Estupefacto, olhou para os minúsculos aviões que levantavam voo e aterravam no aeroporto, para as estradas com um tráfego tão intenso… Um estrondo pequenino e uma dor intensa no olho direito, alertou-o para o facto de estar a ser atacado. Não queria acreditar! Era…
                                                    PROFESSORA Teresa Portal
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Um fumo espesso e negro envolveu-o levantando-o do chão e fazendo-o rodopiar tão vertiginosamente que sentiu o estômago a retorcer-se e abriu a boca para vomitar. Nada saiu, mas sentiu na boca uma substância molhada e agridoce. Quis fugir, mas não conseguiu. Foi então que o viu. Alto, muito alto, branco como papel e com duas fendas no lugar dos olhos. Uma alucinação? Não, pior que isso, mas ele ainda não sabia.
PROFESSORA Teresa Portal
e… encontrou o cadáver de uma criança. O ecrã de uma televisão chamou-lhe a atenção. O locutor falava do desaparecimento da menina. Em pânico, dirigiu-se ao chefe da estação. Veio a polícia. Houve polémica. Todos lhe apontavam o dedo. O quê? Pensavam que era ele o assassino. Eis que, de repente, da maca onde estava estendida, a menina se levanta. Afinal, não estava morta, mas num estado catatónico.
                       Oficina de Jornalismo e de Escrita Criativa- 5ºC-9ºB
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OS OUTROS COMEÇOS:

2.Ela está sentada, só, em sua casa. Sabe que está só no mundo, que todos os outros seres vivos estão mortos. Batem à porta…


3.Um portão abre-se. Um corredor, um portão, um outro corredor, um outro portão e depois…

4.Num supermercado, num sábado à tarde. Muita gente. Um grito cortante soa…


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