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TOMÁS E TOBIAS
Por Maria Teresa Portal Oliveira (Professora), em 2016/06/20330 leram | 0 comentários | 102 gostam
Os pequenos jornalistas do 5ºB e do 5ºC elaboraram esta história já há tempos, mas estava esquecida e sem publicação. Emendo agora o erro.
Era uma vez um gnomo que estava apaixonado. O seu nome era Tomás e era um gnomo muito pequeno e verde como o musgo Mas, não era um gnomo qualquer, porque ele gostava dos seres humanos e sabia que, se alguém gostasse dele, se poderia tornar num rapaz. Não admira, por isso, que ele gostasse de uma rapariga chamada Beatriz, embora nunca se tivesse declarado.
O seu melhor amigo era o Tobias, que andava no 9ºano na Escola da Floresta, uma escola frequentada por humanos, animais, gnomos, fadas, feiticeiros e bruxas. O Tobias era também um pequeno gnomo que andava sempre com o Tomás. Ele era homossexual e pensava que o Tomás também o era, pois tinha uns tiques esquisitos, talvez porque, toda a vida, o Tomás tivesse vivido rodeado de gnomas, mulheres, bruxas e feiticeiras.
Certo dia, o Tomás foi ter com a Beatriz para lhe dizer que gostava dela, mas não conseguiu transmitir o que sentia. Ficou calado como um muro e sentiu-se muito triste. O que havia de fazer?
Resolveu pedir conselhos ao “Conselheiro do Amor”, ou seja, ao “Dr. Cupido” e ele deu-lhe alguns, mas o Tomás não os aproveitou, porque era muito envergonhado e, sempre que estava junto da menina, as palavras fugiam-lhe.
O que ele não sabia era que a Beatriz também gostava dele e acabou por ser ela a confessar o seu amor.
Um dia, depois da escola, Beatriz pediu ao Tomás que fosse com ela dar um passeio à beira do riacho, que corria ziguezagueando pelo meio das árvores e arbustos, enchendo o ar de frescura e do ruído harmonioso da água a cair nas pequenas cascatas em forma de escada. De súbito, ela disse-lhe que gostava dele e o Tomás, muito corado, disse que também gostava dela e que queria namorar com ela. A Beatriz aceitou e começaram a namorar. Deram as mãos e, quando ao pôr-do-sol, ela lhe deu um beijo, o Tomás transformou-se num belo rapaz, com cabelo castanho curto aos caracóis e uns belos olhos azuis. Nesse momento, a magia da floresta funcionou e, bem ao lado da cascata, surgiu um lindo castelo de cristal.
O Tobias foi ter com ele e disse:
-Estou muito feliz por vocês…
Porém, o Tomás reparou numas lágrimas furtivas que invadiam os olhos do gnomo. O rapaz estava tão emocionado que chamou as bruxas, feiticeiros, fadas e animais.
E todos disseram:
-Que podemos fazer para ajudar o Tobias a compreender a situação?
A bruxa Titiloca teve a ideia de chamar o mocho Sábio para os ajudar a resolver a situação e devolver a boa disposição ao Tobias. O que a gente não sabia era que a tal “Titiloca” era apaixonada pelo Tobias e não desejava ajudá-lo! Lançou-lhe um feitiço de amor de tal forma que nenhum poder do mundo o podia desfazer, mas, como era muito trapalhona, o feitiço virou-se contra o feiticeiro e ela é que ficou ainda mais perdida de amores por ele. Coitado do Tobias! Ela não o largava.
Já cansado de a aturar, o Tobias foi novamente ter com o Conselheiro do Amor e pediu-lhe ajuda. E ele e o mocho Sábio deram-lhe uma solução:
-Assume-te e vais ver como ela foge a sete pés.
E, para ajudar, deram-lhe uma poção que a afastaria para sempre…
-Só tens de pôr duas gotas na água do banho duas vezes por mês.
E assim aconteceu. E o Tobias acabou por conhecer a sua alma-gémea.
                                 
                                                              Texto Coletivo
                                                Pequenos Jornalistas 5ºB/5ºC


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