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2ªsessão do Eco-Parlamento, no âmbito do Pegadas
Por Maria Teresa Portal Oliveira (Professora), em 2016/04/18244 leram | 1 comentários | 100 gostam
Na segunda sessão do Eco-Parlamento os estudantes de sete agrupamentos de escolas de Guimarães apresentaram novas propostas para os seus projetos ambientais. A sessão final, onde se ficará a conhecer o vencedor, terá lugar no próximo mês.
O auditório do Laboratório da Paisagem acolheu a segunda sessão do Eco-Parlamento, projeto no âmbito do programa ambiental PEGADAS, que junta sete escolas do concelho de Guimarães. Os alunos apresentam propostas e debatem a sua aplicabilidade, num exercício em tudo idêntico ao de um Parlamento convencional.
Na sequência da primeira sessão, os estudantes de diferentes níveis de ensino dos agrupamentos de escolas de Abação, Professor Abel Salazar, D. Afonso Henriques, Fernando Távora, Pevidém, Taipas e do Vale de S. Torcato melhoraram as suas apresentações e argumentos, no sentido de fazer vingar o seu projeto.
Os alunos de Abação propõem requalificar um celeiro abandonado em Pinheiro, tornando-o num espaço cultural e aberto à comunidade, capaz de acolher concertos, workshops, entre outras atividades. Já a proposta dos estudantes da Escola Professor Abel Salazar visa promover a recolha seletiva de resíduos. Para isso, pretendem distribuir sacos porta a porta, implementar o sistema PAYT – que já funciona no Centro Histórico de Guimarães – e promover ações de sensibilização.
A proposta do Agrupamento Vertical de Escolas D. Afonso Henriques pretende resolver um problema ali identificado. Sob o mote “Cada gota conta”, o projeto dos alunos daquele estabelecimento de ensino prevê a colocação de um reservatório de água, minimizando o desperdício das fontes ali existentes. A água seria depois aproveitada para regar a horta escolar e distribuir pela população.
Os alunos da Fernando Távora dizem não à poluição, manifestando a sua preocupação com a qualidade do ar exterior e interior. Apontam a poluição produzida pelos automóveis que passam nas imediações da sua escola, propondo diminuir o tráfego com recurso a campanhas de sensibilização, boleias, uso de transportes públicos e bicicletas. Para que o ar que respiram no interior das salas de aula seja melhor, sugerem colocar plantas identificadas pela NASA como aliadas para purificar o ar em ambientes fechados.
Preocupações ambientais
A “substituição das placas de amianto” na escolar, o tema escolhido pelos estudantes do agrupamento das Taipas, esteve uma vez mais em destaque. Na segunda sessão do Eco-Parlamento apresentaram um “Telejornal” com entrevistas gravadas com o diretor da escola, funcionários e até com um ‘investigador’, mostrando os efeitos negativos da presença do amianto. Os alunos criaram ainda uma música, onde ao som do hip-hop disseram “amianto, não”.
Já Pevidém opta por “cuidar do rio Selho”, propondo-se fazer uma intervenção no parque de lazer local e promover uma limpeza das margens. Apresentaram até os resultados de um inquérito realizado junto dos colegas, que mostra que 60% dos alunos estão disponíveis para ajudar a deixar o rio mais limpo.
O projeto do Agrupamento de Escolas do Vale de S. Torcato renovou na segunda sessão a vontade de reabilitar a ribeira de Couros. Para isso propõe que sejam utilizadas técnicas de engenharia naturais, dando como exemplos os tapetes herbáceos e os biorolos. Com a ajuda da Universidade do Minho e do Laboratório da Paisagem, entendem ser necessário um arranjo paisagístico da ribeira que atravessa parte do centro de Guimarães.
Os projetos, que foram também analisados por um júri externo, voltarão a ser melhorados para a sessão final do Eco-Parlamento, que terá lugar no próximo mês de maio, no auditório da Universidade do Minho, em Guimarães, e de onde sairá o vencedor.
                                             (Câmara Municipal de Guinarães)

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Por Sérgio Ribeiro da Silva (Leitor do Jornal), em 2016/04/21
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